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Mostrando postagens com marcador Nayane Kastter. Mostrar todas as postagens

7 de mai. de 2013

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Cobranças

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Vim lhe cobrar o amor que existia em mim
Toda a pureza que tive um dia
Cobrar os planos que fizemos
Os sonhos que construí

Vim cobrar sua presença, suas juras
Minha alegria, a felicidade planejada
Cobrar minha inocência, a fé que roubaste
Que levaste junto a teus lábios

Vim te cobrar a perturbação dos meus ossos
A inquietação que habita meu intimo
A ansiedade que atormenta o meu sono
Que ronda os meus dia e assombra as noites

Cobrar você aqui cumprindo suas promessas
Permitindo-me cumprir as minhas
Fazendo jus suas palavras, honrando nosso laço
Preenchendo o vazio que ficou

Vim cobrar nós dois corrigido as falhas
Completando a mim, sendo nós
Cobrar a vida na qual morro a cada dia
Cobrar o fim, o adeus que se fez presente e nunca ouvi...

 








10 de abr. de 2013

11

Mentias

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Onde estão seus braços
Que nas tuas juras me acolheriam
Teu colo a consolar meu pesar
Ou o som da voz que meu pranto acalmaria
Por onde vagueias, junto a seus lábios
Quando eu sorrio a vinda de um novo dia
Onde estas todas as manhãs quando abro
De alma acesa, os olhos que aplaudias?

Por onde andas que minha voz não alcança
Que suas promessas não se cumprem
Que mesmo o tempo não é forte para apagar
Nem a vida para trazê-lo de volta.

Até o mais puro símbolo quebrou-se
Foi-se o amor e do que dele esperei
Deixou de ser aliança, negou-se
Ficaram as palavras, as juras que não realizei
Hora alguma disse-me que mentias
E que todo seu amor era vazio
Sabendo que pra sempre me tinhas
Perdeu-me negando-me o carinho


26 de mar. de 2013

0

Ausente de Mim

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Hoje só meu corpo esta presente
A mente vagueia por campos
Que ate eu mesma desconheço
Quem me trará a realidade?

Hoje meus olhos apenas veem,
Mas não enxergam nada
Não consigo compreender onde estou
Aonde, se não me encontro em mim?

A quem meus pensamentos buscam
Tão debalde que permaneço aqui sem reação?
Onde me encontro perdida nesse estranho 'eu'?

Hoje são meus pés quem me guiam.
É a rotina quem me leva e trás
Há um labirinto vazio e simplesmente nada faz sentido.


 

 

12 de mar. de 2013

5

Amargura

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Como encontrar um jeito
De arrancar essa amargura
Que no peito
Consome-me, faz-me em fagulha

Calar de vez o grito
Que sufocado na garganta
Deixa o coração em perigo
Mesmo sabendo que nada adianta

Como expulsar de dentro
Essa dor que vem de fora
Já não mais aguento
Preciso fazê-la ir embora

O riso outra vez
Esconde a dor
Num ato de insensatez
Levando junto vida, amor...
 
Ainda não sei o que fazer
Para calar de vez o silêncio
Que arranca da vida o prazer
Fazendo de mim esse triste compêndio.
 

5 de mar. de 2013

7

Cansada

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Cansada de lutar contra o tempo
Tentar sanar as feridas,
Conter as lembranças
Calar a saudade


Cansada de omitir você em mim
Esconder o choro com um sorriso
Esquivar-me dos sonhos que não esqueço
De fingir saciedade 
 
Cansada de chamar em silêncio
De sentir sozinha
De saudar sua presença, chorar a ausência
Esperar a noite, ansiar o dia
 
Estou cansada de tanto querer em vão
De todo esse sentir sem sentido
De sempre dizer calando
Cansada de te ter só na lembrança.
 
Cansada da minha espera
De você em mim, minhas recursas
Desse amor insano, inconsequente
Dessa mágoa funda, de morrer aos poucos.
 
Cansada de reviver sozinha
De acreditar em mentiras
Cansada de querer e ainda mais
De nunca desisti...

 

26 de fev. de 2013

6

Como nós

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Eles são como nós
Carregam nos olhos a força contida na alma
E o brilho que excede à superfície
Camufla o sentir que o ser abriga  

Talvez amor,
No fundo dor que suplica socorro
Clama por liberdade...
Nunca enfim alcançada

A imagem refletida em seus olhos
Diz em silêncio aquilo que os lábios calam
Talvez se falassem não seria diferente
Pois falam com maestria mais que muita gente

E nesse brilho fruto da perfeição
Encontro refletido cada som
Que escondido traduz com 
precisão
O silêncio que deturpa a voz vinda do coração.

14 de fev. de 2013

11

Estranho

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Temo a este invulgar desconhecido
D’onde vêm as mãos que percorrem
Este meu corpo frio, empalidecido
A quem os meus gritos recorrem?

Parece que teu olhar pode penetrar
Minha carne envolta a essa pele desnuda
Teus olhos procuram decifrar
O silêncios que em meu lábio inunda

Este teu contato não compadecido
Provoca-me uma alienada fobia
Que faz de meu pranto emudecido
Enquanto meu desejo procura alforria.

Quem é este forasteiro insólito
Que faz o coração chorar ressequido
E deixa em lamento um coração aflito
À procura desse estranho perdido?

6 de fev. de 2013

5

Lágrimas

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Eu não sei de onde elas veem
Só sei que trazem junto uma dorzinha
Feita de mel, amor e desdém,
E sempre consagram-se no canto dos lábios
Assim da forma que lhes convém.

Deslizam-se em ritmo acelerado
Como se corressem ao encontro de algo
Que ainda podem encontrar
Debalde, não o podem alcançar.

São tantas que parecem um exercito em batalha
Contra esse desconhecido que as faz jorrar
Obstáculos que pouco ajudam e atrapalham
Na constante luta para do peito o expulsar 

Embaralham as vistas, inebriam o olhar
Afogam-se nos seios, escorrem sem freio
Inundam o colo que as acolhe sem questionar
As socorre e acalenta, assim sem receio.

Sabem, porém que nada as pode conter.
Correm silenciosas testificando que aqui dentro
Já não cabe mais sofrer

Fica no fim o rastro, as marcas que as fazem rolar
Cicatrizes que o tempo
Ainda não descobriu como apagar.


29 de jan. de 2013

2

Contidos

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E essa voz que tu ouves
Trás consigo histórias guardadas
Sonhos indivisíveis
Desejos dos quais não abre mão.

Esses olhos que voz diz
Escondem assustados
Lágrimas que não escorrem
Verdades imaculadas.

Esses lábios que vós nega
Carregam em seu âmago
O sabor cruel da saudade
O peso da omissão.
Essa massa que observas
Expõem silenciosas cicatrizes
Marcas feitas pela vida
Desejos contidos.




 Juntos formam essa essência
Fruto da dissimulação
Que não dizem nem contradizem
Vivendo sempre à contramão

Mistos entre dúvidas e incertezas
Entregues a insegurança e ao poder
Na confusão constante de uma inconstância
Indecisos, imprecisos
 Trazem consigo idealizações
Sonhos inalcançáveis, decepção
Projetos incluídos, expectativas adiadas
E o medo de correr atrás.

Deixam assim a voz solta, sem sentido
Os olhos fixos, insensatos
Lábios trêmulos, em desalinho 
Essa massa impura, sem destino.

22 de jan. de 2013

7

Covardia

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...E meu coração sentiu saudade,
Guiou-me sem sentido 
Sem Levar em conta qualquer maldade.
Mas quando dei por mim, tinhas partido,

Minhas pernas ficaram bambas
Eu fiquei sem reação.
Meu corpo inteiro estremeceu
Meu sorriso entregou minha decepção.

Fiquei ansiosa, queria o seu abraço,
O desejei como sempre,
Teu calor pra preenche o espaço
Desse meu peito sem você ausente

Acordei as lembranças, sacudi a memória
Quis-te de novo presente...
Escrevendo juntos nossa história
Mas sem coragem, seguiu em frente

Quis gritar, pedir pra ficar...
Tempo de mais... Em vão...
 E mais uma vez o vi me deixar
Ir sem explicar-me sua razão
Foi como suas lembranças.
Deixando comigo apenas sua falta 
Levando de mim qualquer esperança.
De algum dia o ter de volta.
 





15 de jan. de 2013

19

Prelúdio

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Não podia acreditar. Era sonho.
E todo aquele arrepio que percorria o meu corpo ia de encontro ao seu
por algum motivo desconhecido ate então, desejava inconscientemente
o seu toque, mas naquele momento bastava à presença e eu não tive
reação a não ser obedecer a essa massa ensanguentada que já não
respondia aos meus comandos.

Fiquei ali parada a espera do que talvez ainda seja o que vivo a procurar.
Era amor o que estava envolto naquele momento.
Em um esforço descompassado busquei na memória qualquer lembrança
que quebrasse o silêncio e me aproximasse de você.
Foi veneração e as palavras quase não saiam.

Cada coisinha sem sentido, foi tendo significado junto às recordações
guardadas por um motivo desconhecido, sem nada que as provasse verídicas,
porém essas eram tudo o que eu tinha de mais real e de sentido pleno
naquele momento. E a vida se criou em um piscar de olhos... 

Desenhei cada detalhe, juntei cada peça desse quebra cabeça que
nunca planejei que existisse. Assim, percorria meu intimo um medo sem
palavras misto entre o som de risadas acanhadas que saiam entrecortando
aquele silêncio enlouquecedor e salientavam as maças rosadas da minha
face, entregando minha timidez, escondendo a paixão que naquele
momento brotava em meu íntimo.

Foi assim o primeiro cruzar de olhos, sem esforços para um toque,
Selando então a pureza do momento e a inocência das almas
que uniam-se da li em diante e para sempre.




3 de jan. de 2013

13

Enganada

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Enganei-me, pensei que podia amar sem sofrer.
Mandar nas minhas reações, calcular meus gestos.
Predefinir minhas emoções.
Pensei que me calando, meus olhos diriam tudo que era necessário
Proteger-me-iam do que temia
Prenderiam a mim o que eu desejava.

Acreditei que tinha em minhas mãos as rédeas sobre minha emoções
Que podia coordenar meus pensamentos na ordem que desejasse
Que saberia manter fixo o meu olhar em qualquer coisa
Que ajudasse a não me entregar.
Acreditei mesmo não iria nunca mais me dar.

Enganei-me.
Sofri sem reconhecer que amava
Fui controlado por minhas emoções, guiada pelos meus gestos
O que meus olhos disseram ficou enfim subtendido
Armaram uma cilada. Envolveram-se eles próprios em mim

Excluindo você, a emoção se fez senhora.
E coordenou meus pensamentos, mandou em meus olhos
Fez-me escrava do amor, entregou-me a ti.
Sofri sem aceitar amar. Amei sem saber.