2 de mar de 2013

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Diálogos Poéticos: Os Imperdoáveis

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Ela: Que tipo de amor me faria sangrar?
Que tipo de amor me tiraria tudo
E me lançaria na escuridão?
Que tipo de amor arrancaria minha vida
Destroçando meu coração?

Ele: Não fales assim
Não diga que não a amo
Não sabes o que passei
O que pensas é um engano

Ela: Tens razão ao dizer que é um engano
Enganaste-me com juras de amor
Enganastes-me jogando no abismo
Aonde me resta apenas a dor

Ele: Perdoe-me por todo mal que lhe causei
Estava tão cego que não enxerguei
E hoje estou pagando
Pois estou perdendo quem tanto amei

Ela: Pareces arrependido
Mas minhas feridas não vão cicatrizar
Não posso te aceitar de volta
Quando não consigo te perdoar

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26 de fev de 2013

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Como nós

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Eles são como nós
Carregam nos olhos a força contida na alma
E o brilho que excede à superfície
Camufla o sentir que o ser abriga  

Talvez amor,
No fundo dor que suplica socorro
Clama por liberdade...
Nunca enfim alcançada

A imagem refletida em seus olhos
Diz em silêncio aquilo que os lábios calam
Talvez se falassem não seria diferente
Pois falam com maestria mais que muita gente

E nesse brilho fruto da perfeição
Encontro refletido cada som
Que escondido traduz com 
precisão
O silêncio que deturpa a voz vinda do coração.

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