12 de mar de 2013

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Amargura

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Como encontrar um jeito
De arrancar essa amargura
Que no peito
Consome-me, faz-me em fagulha

Calar de vez o grito
Que sufocado na garganta
Deixa o coração em perigo
Mesmo sabendo que nada adianta

Como expulsar de dentro
Essa dor que vem de fora
Já não mais aguento
Preciso fazê-la ir embora

O riso outra vez
Esconde a dor
Num ato de insensatez
Levando junto vida, amor...
 
Ainda não sei o que fazer
Para calar de vez o silêncio
Que arranca da vida o prazer
Fazendo de mim esse triste compêndio.
 

5 comentários:

  1. Profundo e triste Nayane...
    Deixa um sentimento de impotência ancorado no peito.
    Belíssimo!

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  2. Gostei do seu blog, a amargura poetizada evanesce. Um abraço, Yayá.

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  3. Meu coração salta, querendo chegar até aí, para poder calar o silêncio.
    Abraços cá do meu Algarve

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  4. Nos versos, o sabor amargo, o nó na garganta, o silêncio que sufoca.
    Amargura, o outro sabor das frutas. Parabéns! Abraço fraterno.

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