13 de dez de 2012

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Lábios Venenosos

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Uma jovem de pose
Tinha amor retido.
A inocência não pode
Corromper seu sentido

Caminhar fazia-lhe bem
Mesmo que em pequenos passos.
Neste caminho não contém
Ardilosos enganos falsos.

Protegia seu frágil coração.
O desconhecido também é perigoso,
Um desvario sem noção
Seria intenso, mas doloroso.

Numa noite encontrou uns lábios
Não mais pode esquecê-los,
Em seus raciocínios sábios
Somente um quebraria os selos.

O fôlego deu lugar as lembranças
A boca se molha sozinha
Em sonho vinha a cobrança
Em sua cama não se continha

Sua vida não foi mais igual
Euforia tomou conta do ser
O que teria de tão especial
O homem que a fez tremer?

Lembranças de olhares furtivos
Seus anseios estavam nervosos
Apesar de serem convidativos
Seus lábios também eram venenosos

Ouvindo a mentira existente
Seus olhos choravam de dor
Ele estava porém ausente
Enquanto doava todo meu amor.


4 comentários:

  1. "Lembranças de olhares furtivos
    Seus anseios estavam nervosos
    Apesar de serem convidativos
    Seus lábios também eram venenosos..."
    Belissimo poema, quem de nós nunca se perdeu por um olhar furtivo ou que nunca se entregou a labios venenosos?
    Parabéns!!!

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  2. Pois e!!! Acho que todos nós ja nos entregamos a lábios assim...

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  3. Que sentimento profundo!
    Versos avassaladores, Gleyce! Tão intensos e belos, que o sofrimento de cada sílaba atinge o leitor e deixa a emoção pairar.
    Excelente!

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