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3 de mar. de 2013

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Participação especial de Dulce Morais

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Gestos da Ausência

 Um sopro de solidão
Invadiu o espaço;
Criou o vazio 
Onde existia a plenitude.
A brisa leve
Virou tempestade;
Arrancou as raízes
Das profundezas do ser.
Nas nuvens formaram-se
Montes e cúmes,
Amarrotou-se a alma,
Derrubou-se a esperança.
Vivia na paz 
E agora sou dor.
A violência do temporal
Apenas deixou vestígios
Do edifício onde vivia o teu calor.
Os passos lentos
Lutam contra as marés,
Caem vezes sem fim
Nas ondas do mar,
Outrora amigo,
Num esforço inútil 
De reencontrar o teu abrigo.
Deito na praia
O corpo cansado
Das noites sem sono
Passadas a teu lado.
Escrevo na areia
Palavras de amor.
E ainda tento,
Num último esforço,
Entregá-las ao vento.
 
 

 É uma grande honra ter em nosso Blog a presença da talentosa Dulce...
Amamos os textos dela e nos emocionamos com a sensibilidade de suas palavras!!

Não deixem de visitar o maravilhoso Crazy 40 Blog 
Ah!! Lembrando que a Dulce estará sempre presente nosso cantinho compartilhando conosco suas belas palavras... 
 


P.S: Querida Dulce saiba que você tem lugar muito especial no nosso coração!! Conte conosco sempre!!
Apesar da distância estaremos sempre unidas pela arte da imaginação e pela sensibilidade que compartilhamos de encontrar beleza na melancolia e de encantar corações com apenas algumas palavras!!
Beijos!!
Das suas amigas e fãs Daiane Duarte, Gleyce Kelly e Nayane Kastter


2 de mar. de 2013

5

Diálogos Poéticos: Os Imperdoáveis

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Ela: Que tipo de amor me faria sangrar?
Que tipo de amor me tiraria tudo
E me lançaria na escuridão?
Que tipo de amor arrancaria minha vida
Destroçando meu coração?

Ele: Não fales assim
Não diga que não a amo
Não sabes o que passei
O que pensas é um engano

Ela: Tens razão ao dizer que é um engano
Enganaste-me com juras de amor
Enganastes-me jogando no abismo
Aonde me resta apenas a dor

Ele: Perdoe-me por todo mal que lhe causei
Estava tão cego que não enxerguei
E hoje estou pagando
Pois estou perdendo quem tanto amei

Ela: Pareces arrependido
Mas minhas feridas não vão cicatrizar
Não posso te aceitar de volta
Quando não consigo te perdoar

26 de fev. de 2013

6

Como nós

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Eles são como nós
Carregam nos olhos a força contida na alma
E o brilho que excede à superfície
Camufla o sentir que o ser abriga  

Talvez amor,
No fundo dor que suplica socorro
Clama por liberdade...
Nunca enfim alcançada

A imagem refletida em seus olhos
Diz em silêncio aquilo que os lábios calam
Talvez se falassem não seria diferente
Pois falam com maestria mais que muita gente

E nesse brilho fruto da perfeição
Encontro refletido cada som
Que escondido traduz com 
precisão
O silêncio que deturpa a voz vinda do coração.

21 de fev. de 2013

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Descoberta

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Decidi pra mim mesmo 
Não mais viver em tristeza 
Ter confiança no que sou 
Suficiente pra ter certeza 

Especificamente sobre o amor 
Aprendi viver sem tribulação 
Só eu causo a minha dor 
Sem chance de rendição 

Refletindo no espelho meu rosto 
Vi uma imagem transformada 
Moldado a seu próprio gosto 
E isso não mais me agrada. 

Desconheci aquela menina 
Sem beleza, sem alvo, sem... 
Com a de antes não mais combina 
Senti amargo, senti desdém. 

Se amar tira tudo que é bom 
Desisto de seguir meu destino 
Diminuir o passo, trocar tom 
Não quero em mim um desatino.



14 de fev. de 2013

8

Homizio

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Sonhei com um tempo que não existia
Chorei por alguém que não merecia
Vi o mundo definhar enquanto você sorria
Lutei numa guerra
Mas, lutei do lado errado
Vi o sofrimento de perto
Vi o sangue derramado

Como pode alguém se alegrar com a morte?
Como podem dizer que sobreviver é apenas sorte?
Como a displicência pode matar?
Por que a maioria não sonha, mas prefere procrastinar?

Sonhei com um mundo onde reinava o amor
Onde não havia preconceito medo e dor
Onde a paz reinava
Eis o homizio que minha alma tanto ansiava

De repente acordei
Acordei a me perguntar
Como posso viver se não posso sonhar?



11

Estranho

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Temo a este invulgar desconhecido
D’onde vêm as mãos que percorrem
Este meu corpo frio, empalidecido
A quem os meus gritos recorrem?

Parece que teu olhar pode penetrar
Minha carne envolta a essa pele desnuda
Teus olhos procuram decifrar
O silêncios que em meu lábio inunda

Este teu contato não compadecido
Provoca-me uma alienada fobia
Que faz de meu pranto emudecido
Enquanto meu desejo procura alforria.

Quem é este forasteiro insólito
Que faz o coração chorar ressequido
E deixa em lamento um coração aflito
À procura desse estranho perdido?

13 de fev. de 2013

10

Tudo

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Todos os meus medos foram encobertos
Por uma palavra de consolo poderosa
Nao me manteria tão desperto
Se você nao fosse rancorosa

Manter esse amor oportuno
Tem prazo de validade
Um encontro noturno
Mantem minha vaidade

Mas não posso te ter quando quero
E sua vida com ele me atormenta
Ele te tem e eu espero
Só depois me acalenta

Cinco minutos de carinhos
Olhar furtivo mas constante
Para minha cama volto sozinho
Sonho acordada com o restante.




6 de fev. de 2013

3

Incertezas

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Já vivi na certeza de tudo
Hoje moro na incerteza do nada
Não consigo ver o futuro
Mas me abstenho do passado
Vivo um presente incerto
Deixando o mundo de lado

Deixei pra trás o que me prendia
Segui em frente sem saber o que iria encontrar
Livrei meu destino do concreto
Libertei-me para voltar sonhar

O mundo grita em uníssono
Tentando me controlar
Mas como podem julgar o que sinto?
Quando nem mesmo eu sei o que irei encontrar?

Sei que não sou perfeita
Já errei e ainda tenho muito em que errar
Mas quero viver cada dia
Na incerteza do que o mundo ainda tem a me mostrar

Odeio os que fazem perguntas
E os que veem tudo como mal e ruim
Pois todos que me julgam foram pesados e medidos
E considerados insuficientes pra mim