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21 de fev. de 2013

1

Descoberta

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Decidi pra mim mesmo 
Não mais viver em tristeza 
Ter confiança no que sou 
Suficiente pra ter certeza 

Especificamente sobre o amor 
Aprendi viver sem tribulação 
Só eu causo a minha dor 
Sem chance de rendição 

Refletindo no espelho meu rosto 
Vi uma imagem transformada 
Moldado a seu próprio gosto 
E isso não mais me agrada. 

Desconheci aquela menina 
Sem beleza, sem alvo, sem... 
Com a de antes não mais combina 
Senti amargo, senti desdém. 

Se amar tira tudo que é bom 
Desisto de seguir meu destino 
Diminuir o passo, trocar tom 
Não quero em mim um desatino.



14 de fev. de 2013

8

Homizio

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Sonhei com um tempo que não existia
Chorei por alguém que não merecia
Vi o mundo definhar enquanto você sorria
Lutei numa guerra
Mas, lutei do lado errado
Vi o sofrimento de perto
Vi o sangue derramado

Como pode alguém se alegrar com a morte?
Como podem dizer que sobreviver é apenas sorte?
Como a displicência pode matar?
Por que a maioria não sonha, mas prefere procrastinar?

Sonhei com um mundo onde reinava o amor
Onde não havia preconceito medo e dor
Onde a paz reinava
Eis o homizio que minha alma tanto ansiava

De repente acordei
Acordei a me perguntar
Como posso viver se não posso sonhar?



11

Estranho

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Temo a este invulgar desconhecido
D’onde vêm as mãos que percorrem
Este meu corpo frio, empalidecido
A quem os meus gritos recorrem?

Parece que teu olhar pode penetrar
Minha carne envolta a essa pele desnuda
Teus olhos procuram decifrar
O silêncios que em meu lábio inunda

Este teu contato não compadecido
Provoca-me uma alienada fobia
Que faz de meu pranto emudecido
Enquanto meu desejo procura alforria.

Quem é este forasteiro insólito
Que faz o coração chorar ressequido
E deixa em lamento um coração aflito
À procura desse estranho perdido?

13 de fev. de 2013

10

Tudo

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Todos os meus medos foram encobertos
Por uma palavra de consolo poderosa
Nao me manteria tão desperto
Se você nao fosse rancorosa

Manter esse amor oportuno
Tem prazo de validade
Um encontro noturno
Mantem minha vaidade

Mas não posso te ter quando quero
E sua vida com ele me atormenta
Ele te tem e eu espero
Só depois me acalenta

Cinco minutos de carinhos
Olhar furtivo mas constante
Para minha cama volto sozinho
Sonho acordada com o restante.




6 de fev. de 2013

3

Incertezas

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Já vivi na certeza de tudo
Hoje moro na incerteza do nada
Não consigo ver o futuro
Mas me abstenho do passado
Vivo um presente incerto
Deixando o mundo de lado

Deixei pra trás o que me prendia
Segui em frente sem saber o que iria encontrar
Livrei meu destino do concreto
Libertei-me para voltar sonhar

O mundo grita em uníssono
Tentando me controlar
Mas como podem julgar o que sinto?
Quando nem mesmo eu sei o que irei encontrar?

Sei que não sou perfeita
Já errei e ainda tenho muito em que errar
Mas quero viver cada dia
Na incerteza do que o mundo ainda tem a me mostrar

Odeio os que fazem perguntas
E os que veem tudo como mal e ruim
Pois todos que me julgam foram pesados e medidos
E considerados insuficientes pra mim


5

Lágrimas

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Eu não sei de onde elas veem
Só sei que trazem junto uma dorzinha
Feita de mel, amor e desdém,
E sempre consagram-se no canto dos lábios
Assim da forma que lhes convém.

Deslizam-se em ritmo acelerado
Como se corressem ao encontro de algo
Que ainda podem encontrar
Debalde, não o podem alcançar.

São tantas que parecem um exercito em batalha
Contra esse desconhecido que as faz jorrar
Obstáculos que pouco ajudam e atrapalham
Na constante luta para do peito o expulsar 

Embaralham as vistas, inebriam o olhar
Afogam-se nos seios, escorrem sem freio
Inundam o colo que as acolhe sem questionar
As socorre e acalenta, assim sem receio.

Sabem, porém que nada as pode conter.
Correm silenciosas testificando que aqui dentro
Já não cabe mais sofrer

Fica no fim o rastro, as marcas que as fazem rolar
Cicatrizes que o tempo
Ainda não descobriu como apagar.


29 de jan. de 2013

2

Contidos

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E essa voz que tu ouves
Trás consigo histórias guardadas
Sonhos indivisíveis
Desejos dos quais não abre mão.

Esses olhos que voz diz
Escondem assustados
Lágrimas que não escorrem
Verdades imaculadas.

Esses lábios que vós nega
Carregam em seu âmago
O sabor cruel da saudade
O peso da omissão.
Essa massa que observas
Expõem silenciosas cicatrizes
Marcas feitas pela vida
Desejos contidos.




 Juntos formam essa essência
Fruto da dissimulação
Que não dizem nem contradizem
Vivendo sempre à contramão

Mistos entre dúvidas e incertezas
Entregues a insegurança e ao poder
Na confusão constante de uma inconstância
Indecisos, imprecisos
 Trazem consigo idealizações
Sonhos inalcançáveis, decepção
Projetos incluídos, expectativas adiadas
E o medo de correr atrás.

Deixam assim a voz solta, sem sentido
Os olhos fixos, insensatos
Lábios trêmulos, em desalinho 
Essa massa impura, sem destino.

22 de jan. de 2013

7

Covardia

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...E meu coração sentiu saudade,
Guiou-me sem sentido 
Sem Levar em conta qualquer maldade.
Mas quando dei por mim, tinhas partido,

Minhas pernas ficaram bambas
Eu fiquei sem reação.
Meu corpo inteiro estremeceu
Meu sorriso entregou minha decepção.

Fiquei ansiosa, queria o seu abraço,
O desejei como sempre,
Teu calor pra preenche o espaço
Desse meu peito sem você ausente

Acordei as lembranças, sacudi a memória
Quis-te de novo presente...
Escrevendo juntos nossa história
Mas sem coragem, seguiu em frente

Quis gritar, pedir pra ficar...
Tempo de mais... Em vão...
 E mais uma vez o vi me deixar
Ir sem explicar-me sua razão
Foi como suas lembranças.
Deixando comigo apenas sua falta 
Levando de mim qualquer esperança.
De algum dia o ter de volta.